falando de publicidade

Eu sou publicitária, por formação, como sabem. Mas na real, ninguém tem muita noção do que eu faço e nem do que se trata o mundo publicitário. Existe sim uma ilusão que nosso mundo é uma maravilha, mas não é não.

Primeiro tem que gostar e muito disso aqui. Porque não é pra qualquer um, sério. Minhas amigas nunca entenderam porque eu nunca tive hora pra sair da agência. E não tenho. Tenho pra entrar, ai de mim se atraso.

Mas pra sair, meus caros, isso não. E não é beleza, então você está rica porque já fez mais hora extra do que horas de vida, não, não. Na publicidade não se ganha nem um centavo por hora extra. Aliás, hora extra não existe.

Ai me falam: processa! Então, nesse mundo, processo trabalhista também não existe. Isso porque desde que o mundo é mundo as coisas são assim, logo, você sabe que é assim e deve aceitar. Se processar, nunca mais você consegue emprego em outra agência. Te queimam. Simples assim.

Na publicidade tem várias áreas. Meu sogro acha que porque eu sou mídia, tudo que está na mídia sou eu a responsável. Algumas amigas acham que o que passa na TV fui eu que fiz. Ou seja, ninguém entende nada.

Então, vamos lá. Mídia. Os mídias – no caso, eu – são responsáveis por toda a compra de mídia. Traduzindo: tudo o que você vê na TV, na revista, no jornal, na rua, ouve no rádio fui eu que comprei e não eu que fiz.

Eu planejei onde e como comprar, negociei a compra e comprei o espaço. Por isso, falamos com muita gente dos veículos. Veículos nada mais são do que os veículos de comunicação: Globo, SBT, MTV, Sony, Ed. Abril, etc.

E estando assim, trabalhando lado a lado com eles, ganhamos muitos brindes como almoços, festas, presentes, mimos, viagens. Essa é a parte boa da coisa.

Tem a criação também. Os criativos são as pessoas que criam as propagandas. Tudo o que passa na TV, está na revista, enfim, foi uma dupla de criativos que bolou. Eles são os caras mais esquisitos da face da terra, mas são os que tem o rabo mais cheio de dinheiro. Criação é o departamento mais bem pago do nosso mundo.

Pensa em muito dinheiro. Multiplica. Triplica. Pronto. Esse é o salário de um criativo.

Aí tem o atendimento – e me desculpe se você for, mas pra mim é a parte mais inútil de qualquer agência. Conheço pouquíssimas pessoas dessa área com cérebro. Tá curioso pra saber o que eles fazem? Então, até hoje eu não sei, porque não fazem nada direito. Mas na teoria, eles deveriam intermediar as coisas entre a agência e o cliente.

Na teoria.

Aí tem o planejamento. Eles são os responsáveis por “pensar” no conceito, estratégia do cliente/da campanha. Fica no meio de campo entre mídia e criação. Ah, e atendimento.

Tem o RTV e a produção gráfica, que finalizam os filmes que vão pro ar e os anúncios que vão pra mídia impressa. Tem a Pesquisa, que cuida de dados de todos os tipos pra gente poder defender nossos planos de mídia.

E pra quem pensa em seguir nesse mundo, saiba que requer muita entrega e muito sacrifício. Horário pra sair não existe, hora extra não existe, já perdi show, aniversário, enfim, muitas coisas. Tem algumas agências que não existe nem final de semana e nem feriado. E às vezes, nem almoço.

É muita pressão, muita cobrança, encheção de saco, enfim, muita merda. Ou seja, ou você ama muito ou desiste antes de entrar, porque é sério, não é fácil não.

Por Juliana às 15:45
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concorrendo

Ter um trabalho tão meu concorrendo a um prêmio tão importante como o Wedding Awards, é realizar um sonho. É ter certeza de estar no caminho certo. Saber que meu blog foi escolhido entre tantos, por profissionais tão sérios e renomados como Constanza Pascolato, Cesar Giobbi, Paola de Orleans, Cristiana Arcangeli, enfim, tanta gente boa e ver meu blog lá, entre os 10 melhores, não tem preço.

Ainda mais quando é algo despretensioso, que começou como uma bobagem, uma coisa só pra colocar ideias, inspirações, enfim. Estou muito feliz e torcendo mais do que nunca, afinal, o prêmio é uma viagem pra NY. Mas, sendo muito sincera, estar participando de algo assim, ganhando ou não, já é muito incrível.

E se você já conhece o blog, vai lá ver meu último trabalho de assessora, no casamento da Carina + Igor. E se não conhece, tá aí um bom motivo pra conhecer.

 

Por Juliana às 10:25
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mi buenos aires querido

Finalmente minha tão esperada viagem à Buenos Aires aconteceu. E valeu a pena esperar tanto, como sempre, tudo acontece no seu tempo certo.

Adorei Buenos Aires, aquele ar europeu, tudo com tanta história, aquela gente patriota, com tanto amor pela sua terra, tão engajado em causas sociais e políticas, tão cheio de costumes e tradições, enfim, tão, tão, tão tudo.

O frio que fez não tirou a graça e a beleza do lugar, pelo contrário, deixou tudo ainda mais romântico e europeu possível. Ficamos hospedado no Hostel Suites Florida, peguei essa mania de hostel do mochilão do ano passado.

Nada melhor do que conhecer pessoas do mundo todo, praticar idiomas e conhecer costumes diferentes em hostel. Mas, na Argentina tinha muito brasileiro nesse hostel, aliás, difícil mesmo era achar alguém de outro lugar. Super recomendo este hostel, porque fica muito bem localizado. Conheci a cidade a pé.

Com relação ao dinheiro, estava esperando que tudo fosse muito mais barato, mas não achei um paraíso assim não. Comprei mais coisas de casa, decoração, livros, vinho, azeite, chocolate, enfim, roupa acabei comprando mesmo só um casaco.

O espanhol argentino tem um sotaque muito diferente do espanhol europeu, o Y tem som de X e não de J como lá, é mais divertido, mas um pouco mais difícil de entender. No entanto, adorei poder comparar os diferentes sons da mesma língua.

Nosso passeio começou com um jogo do Boca na Bombonera, sempre quis que uma viagem pra lá calhasse com algum jogo do Boca, perfeito seria se fosse contra o River, mas contra o Cólon já foi sensacional. Quem é fã de futebol, como eu, não pode perder um jogo desses. A torcida é um espetáculo a parte, e o futebol argentino, bom, eu também sou muito fã.

 

 

No domingo, fomos a feira de rua que acontece em San Telmo. Sorte a minha também que a viagem incluía um domingo, já que essa feira é dominical. Lá visitamos vários antiquários, lojas de design e o Mercado San Telmo, fundado em 1897. Lá encontra-se toda velharia possível do mundo, muito engraçado.

Lá em San Telmo também provei o delicioso sorvete de doce de leite da Freddo. E lá também tirei uma fotinho tietando a lindinha Mafalda (fofa!!!). Almoçamos na Continental, um lugar que vende empanadas deliciosas (aliás, coisa comum por lá, não teve um lugar que tivesse empanada ruim) #fato!

 


Fizemos passeios de turista, visitamos a Casa Rosada e tudo que ficava ali por perto. Não fizemos o tour guiado, mas percorremos o saguão principal e arredores de lá. Visitamos também uma igreja que tem ali pertinho, do lado do Banco de La Nación (adoro esses nomes patrióticos!). Fomos até o Caminito, bairro popular em Boca.

Lembra muito a Vila Madalena, mas com histórias completamente diferentes. Boemia, nostalgia, enfim, uma mistura de tudo o que a Argentina tem de melhor por ali. Fantástico!

A noite, percorremos Puerto Madero de cabo a rabo e jantamos no Siga La Vaca. Pra quem é fã de carne, beleza. Eu só gosto de carne bem passada e de corte fino, logo, não me encaixo nos gostos argentinos pra carne. Mas é um bom restaurante, onde come-se a vontade por um preço até que justo.

Na segunda fomos até a Calle Santa Fé, onde teoricamente as coisas seriam mais baratas que na Florida, mas por conta do feriado, tinha muita coisa fechada. Andamos até quase chegar em Palermo, mas desviamos para passar na Recoleta.

Na Santa Fé visitamos a livraria El Ateneo, a segunda mais bonita do mundo. A livraria nada mais é do que o antigo teatro Grand Splendid, palco de gala da antiga Buenos Aires, incluindo a presença de ilustres como Carlos Gardel. É coisa linda de se ver, no palco tem um café onde, obviamente, perdi umas boas horas com o Ri.

 

 

Na Recoleta, demos uma volta rápida no shopping, não quis conhecer o cemitério, porque né, cemitério é cemitério e mesmo que tenha a Madonna enterrada lá, não dá. Mas almoçamos num restaurante da praça. E claro, fomos atrás da tal flor tão famosa.

A Floralis Genérica fica na Plaza Naciones Unidas e é realmente digna de ser um cartão postal. É linda e majestosa, ao mesmo tempo que é delicada. Ela se fecha no cair da tarde e se abre toda manhã, como se fosse mesmo uma flor.

 

 

 

A noite voltamos a Puerto Madero, dessa vez com uma reserva pra um jantar com show de tango. Apesar de ter tango em cada esquina, fiz questão de pagar (e caro) por um show completo. Valeu a pena, mesmo pagando caro, pois o jantar era completo, com bebida inclusa (até vinho) e o show foi fantástico.

Dividimos a mesa com um casal de espanhola que namorava um inglês, e dois canadenses, porém da parte francesa de lá. O bom foi poder treinar todas as línguas de uma vez só, acho sensacional. Mas deu um nó na cabeça. A espanhola falava comigo em inglês e eu respondia em espanhol, era uma loucura. Divertidíssimo! Aliás, recomendo o lugar: Madero Tango!

 

 

 

 

No último dia, Café Tortoni! Fundado em 1858, tradicional, clássico, cheio de história, enfim, imagina estar num lugar que tem mais de 150 anos? É uma viagem no tempo – literalmente. Lá tomei o chocolate espeso, que mais parece uma calda de bolo de cenoura, uma delícia! Pra acompanhar, churros, é claro!

Não consegui fazer tudo o que queria, por exemplo, me indicaram visitar o Teatro Cólon, mas tive que me contentar com a beleza externa, uma vez que estava fechado. Não consegui ir aos outlets do Soho Palermo, porque também estavam fechados, enfim, acho que Buenos Aires terá uma parte 2.

 

 

 

 

Por Juliana às 20:41
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caixinhas da beleza de março

Primeiros problemas com a glossybox, pra quem achava que eu era muito sortuda... a caixinha de março chegou na semana passada. Ou seja, muuuuuuuuuito atrasada. Além disso, não converteram nenhum dos meus feedbacks em dots. Mas, tá bom, vamos dar um crédito, afinal desde novembro, é a primeira vez que tive “problema”.

As caixinhas vieram até que legais. Começando pela beauty, um batom da marca Dailus, a cor é bem marcante, um laranja forte (eu gosto!), lembra muito o Morange da MAC, não sei se dá o mesmo efeito, mas vou provar. Um creme para os pés (tipo o da Silka que veio na caixa anterior), mas esse da Dr. Shcoll´s (tamanho normal), um body spray de verbena da Sheer Passion Loungerie (não conheço a marca), mas gostei do produto, e o bom é que é full size. E o grande mico da caixa: lencinhos da Kleenex que tem um “espelho” na embalagem. Espelho? Aham, sei. No máximo uma folha refletiva que distorce tudo, mas tá bom vai...

 

 

A premium veio com bloqueador solar em mousse da Bloq, creme hidratante com filtro solar da Hidrafil (amostra), um sabonete da TheraSkin de manteiga de karité, ilipé e manga (amostra), uma deo colônia da Korres de hibiscus flower (amostra) e sabonete de banho em mousse (adorei!!!) da marca TAO (???) de flor de lótus e chá verde (tamanho pequeno). Usei ontem e adorei! Deixa a pele cheirosa e com uma sensação muito boa de limpeza.

 

Bom, foi isso. Logo mais chega a de abril, vamos aguardar.

Por Juliana às 10:22
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lá vou eu!

Ingresso devidamente comprado. Madonna aí vou eu!

Por Juliana às 11:56
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buenos aires: faltam 2 dias

Por Juliana às 16:27
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meu lado b

Desde que me casei, em 2009, me encantei com o mundo dos casamentos e tudo o que envolve o planejamento do casamento. Os detalhes, as histórias, as fotos, enfim. E passei a gostar de casamentos, coisa que eu achava totalmente comercial e sempre tão igual. Desde então eu vejo e sinto as diferenças de cada casamento que vou, reparando nos mínimos detalhes, em coisas que a maioria nem pensa.

E por conta dessa paixão, resolvi manter meu outro blog falando sobre coisas de casamento. Até que um casal querido de amigos pediu minha ajuda como assessora do casório deles. E então, fiz mais um casamento indicado por uma amiga em comum e depois disso resolvi fazer um curso.

E no comecinho desse ano, conheci pela internet e através do blog mais um casal que seria assessorado por mim. Nesse final de semana, organizei o casamento da Carina e do Igor em Boiçucanga. Foi “fácil” porque eles queriam tudo muito parecido com o que fiz pra Tati e pro Mau.

E nesse casamento especificamente, cheguei à uma conclusão muito construtiva: os convidados não enxergam os fornecedores como pessoas. Já tinha percebido isso no casamento que fiz da Karine e do Anderson, onde muitas vezes me questionei por que eu estava ali me sujeitando a certas coisas se eu tinha capacidade e estudo muito superior pra ter que passar por isso.

Aí a resposta veio dessa vez. Eu sou publicitária, falo 2 línguas e estou estudando a 3ª, tenho cultura suficiente pra ser o que eu quiser ser. E não é porque eu sirvo o jantar pros noivos que eu sou menos do que qualquer pessoa. E eu fiquei feliz por poder ter o privilégio de ser publicitária, trabalhar com publicidade e me dar ao luxo de fazer algo por pura paixão. E o melhor: ganhar por isso.

Quantas pessoas fazem o que não querem? Quantas pessoas se submetem a trabalhos que não amam porque se sentem acomodadas? Quantas? Eu não estou nesse time.

E eu me diverti muito no backstage desse casamento. Rindo com o pessoal do buffet, ali, quase que excluídos dentro de uma cozinha mal estruturada e que quase chovia dentro. Eu me senti forte por poder estar ali fazendo uma coisa simples como segurar a cauda da noiva, separar o buquê, recolher prato sujo. Porque pra mim isso era feito com amor, com carinho.

E depois de tudo isso, de ter certeza que tenho feito as escolhas certas, entendi que precisamos enxergar todas as pessoas que trabalham com e para a gente. Elas fazem toda a diferença. Desde a faxineira até o presidente de qualquer coisa.

Eu, pelo menos, tenho muito mais em comum com essa gente simples do que com muitas outras que se acham demais.

E pra ver meu trabalho como assessora, é só clicar aqui.

Por Juliana às 18:05
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o pequeno nicolau

Ontem vi Le Petit Nicolas, para a aula de francês. Obviamente não entendo a maioria das coisas, mas é muito bom poder reconhecer algumas palavras, algumas frases.

O filme conta a história de Nicolas, que pensa que seus pais estão pra ter um bebê e vão ter que abandoná-lo em uma floresta. Ele e seus amigos formam uma comunidade secreta para bolar um plano e sumir com o bebê.

Mas na verdade, os pais de Nicolas estão preparando um jantar especial para o chefe do pai dele. E ele acaba se metendo em várias confusões. A história é bem água com açúcar, mas é uma delícia porque mostra a inocência, a pureza e as traquinagens das crianças.

O filme é bem gostosinho de ver e rende até boas risadas. E claro, dá aquele gostinho de nostalgia no final, uma vontade de voltar àquela época tão, tão boa. Além de claro, a paisagem de Paris. Ah, Paris...

  

Por Juliana às 10:06
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adaptando

Já estamos devidamente instalados na casa dos pais do Ri. A mudança foi na quinta, com ajuda da minha mãe. Nesse mesmo dia, 12, assinamos a compra definitiva da casa nova.

O primeiro dia na casa dos sogros, pra mim, foi um choque. É que, mesmo a casa sendo gigante, ainda temos que dividir com a irmã dele, marido e filho, que estão lá na mesma situação que a nossa: esperando a casa ficar pronta pra poder mudar.

Ou seja, está uma loucura. A adaptação foi complicada. Na sexta fomos pra Passos, num casamento de amigos do Ri. E ontem, os planos era voltarmos cedo pra arrumarmos um pouco as coisas, ou ao menos deixar menos bagunçado.

Pra nossa surpresa, ao chegarmos, nos deparamos com tudo arrumado, ou ao menos com tudo muito menos bagunçado do que antes. Não tivemos que fazer nada. Além disso, minha sogra fez questão de me deixar super a vontade, até deixou um recadinho no face de uma amiga minha dizendo que ela pode ir lá me visitar. #fofa

Mas é aquilo, por mais que esteja tudo bem e dentro do esperado, é difícil no fim do dia ir pra uma casa que não é a sua, com suas coisas encaixotadas. É tipo viver uma vida emprestada, sei lá.

Bom, pelo menos vai ser temporário. Mas a adaptação é que vai ser complicada. Apesar de tudo.

Por Juliana às 11:33
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e acabou

Hoje é o último dia no apê. Ainda falta embalar algumas coisas, a casa está um caos, dá desespero. Mas o que posso dizer desses quase 3 anos que moramos lá é:

Nunca pisei na academia do prédio.

Nunca pisei na churrasqueira do prédio.

Nunca pisei no salão de festas, salão gourmet, brinquedoteca, sauna e salão de jogos do prédio.

Fui apenas na primeira reunião de condomínio. Nunca mais eu fui em nenhuma.

Conheço o síndico e o zelador por acaso.

Só tem um porteiro que presta, o resto é tudo um bando de burro mal educado.

Eu odeio a gorda do 8º andar porque ela sempre torce o nariz quando pega o elevador e eu estou com a Luna.

Eu não gosto da vizinha do andar de baixo porque ela nunca responde meu bom dia. E eu chamo o filho dela de boiola. Mas ninguém sabe.

Aliás, tem vários vizinhos que apelidei pra poder conversar com o Ri: a mulher melancia do térreo, o casal que é um anão e uma girafa, o casal sepultura do andar de cima e por aí vai.

A piscina sim, dela eu vou sentir saudade. Mas só dela e do espaço bom que tinha pra tomar sol. Das crianças gritando e dos pais fazendo farofada não, disso não.

E foi isso. Spazio Felicittá fui.

Por Juliana às 17:07
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